sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Agosto – Mês da Visibilidade Lésbica / 2009

http://www.feminismo.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=132:agosto-mes-da-visibilidade-lesbica-2009&catid=3:eventos


Qui, 20 de Agosto de 2009 18:31 Administradora

A 5ª Caminhada Lésbica de Brasília, organizada por Coturno de Vênus e Sapataria, porta este ano o lema “Paradas não conquistamos nada”. Terá inicio às 14h30, com concentração no estacionamento da “Torre de TV”. O evento reúne cerca de cinco mil pessoas por ano com o objetivo de visibilizar as lésbicas, suas demandas e direitos.

Informações: casaroxa@coturnodevenus.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Confira a programação e participe!

Sex, 28 de agosto
FESTA DA VISIBILIDADE LÉSBICA
Espaço Galeria - Conic, a partir das 23h
Dj's Dona da Boca / She-ha e Xena / Holybitches / Nanda Linhares / Lara Luz / Jane e Renatinha

Sab, 29 de agosto
5ª Parada Caminhada Lésbica de Brasília.
Concentração: Estacionamento sul da Torre de TV, a partir das 14h30.
Encerramento na Praça Zumbi dos Palmares (Conic), com shows de: Ellen Oléria / Beatriz Águida / Michelle Lara / Electro Domesticks / BSB Gilrs / Kris Maciel
Clique aqui para ver programação completa.

Articulação das Mulheres Brasileiras no 29 de agosto – Dia da Visibilidade Lésbica

No mês de agosto, em todo o país, organizações, grupos, movimentos e ONGs de lésbicas estão organizando e realizando atividades para marcar o 29 de agosto – Dia da Visibilidade Lésbica.

A AMB, em sua Carta de Princípios, afirma seu compromisso com a luta pela liberdade e autonomia sexual das mulheres e contra a norma patriarcal da heterossexualidade e a lesbofobia.

A AMB se posiciona por uma práxis feminista voltada para a transformação social, que articule o enfrentamento à política neoliberal, ao patriarcado, ao racismo e à homo-lesbofobia.

Por isto, este ano, o Comitê Político Nacional da AMB decidiu pela elaboração de uma Agenda Política para este mês, mobilizando os agrupamentos estaduais integrantes da AMB a se engajarem na organização de atividades, apoiando as organizações de mulheres lésbicas em todos os estados.

Saudações e bons debates!
Secretaria Executiva Nacional da AMB

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Seminário discute protagonismo feminino nos territórios rurais

Qua, 19 de Agosto de 2009 08:07
Da Agência Brasil

Brasília - A Jornada das Margaridas, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), promove, de hoje (19) a sexta-feira (21), o seminário nacional Protagonismo das Mulheres nos Territórios Rurais.

A abertura será às 11h, no Bay Park, em Brasília, com a participação de representantes da Contag, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Às 14h, haverá mesa de debates sobre desenvolvimento rural sustentável e solidário, a política da territorialidade e o protagonismo das trabalhadoras rurais. Em seguida, a mesa será a respeito das políticas públicas para as trabalhadoras rurais e sua efetivação nos territórios rurais.


Edição: Graça Adjuto

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Participação das mulheres negras na política é tema de seminário

http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3639:participacao-das-mulheres-negras-na-politica-e-tema-de-seminario&catid=16:racismo&Itemid=167


Qua, 12 de Agosto de 2009 20:28

As mulheres cada vez mais assumem o papel de chefes de família, aumentam sua escolaridade e ampliam a participação no mercado de trabalho. No entanto, ainda recebem menores salários e acumulam a maioria das tarefas domésticas. Esta realidade é apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e se soma a outro dado preocupante: apesar de formarem a maior parcela do eleitorado (51,7% em 2008), elas não ocupam na mesma proporção os espaços institucionais da vida política nacional. No caso das mulheres negras a diferença é ainda mais acentuada.

Esta realidade estará em debate no Seminário Empoderamento das Mulheres Negras e Participação Política, que será realizado de 13 a 15 de agosto, no Airan Hotel (SHN quadra 5, bl. A, subsolo), em Brasília.

A solenidade de abertura, às 18h da próxima quinta-feira, contará com a presença do ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, e da ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freire. Ambas as secretarias são parceiras nesta iniciativa, que conta com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O objetivo do seminário é promover o diálogo entre mulheres negras vinculadas a partidos políticos e militantes das várias articulações nacionais do movimento social, com a expectativa de reunir 150 participantes de todo o país. A inserção da temática racial e de gênero na agenda política leva em conta as diretrizes do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e do Plano Nacional de Promoção de Igualdade Racial.

Os painéis, debates e grupos de trabalho colocarão em pauta vários aspectos do conceito de empoderamento, que passou a ser empregado na década de 1960, nos Estados Unidos, pelos movimentos negros que reivindicavam direitos civis. Na prática, empoderar significa dar voz e visibilidade às minorias sociais, para que tenham capacidade de ação e decisão individual e coletiva sobre temas que afetam diretamente suas vidas. É um processo que implica em elevação da auto-estima e pensamento crítico.

Confira a programação do Seminário:

13/08 (quinta-feira)

18h: Solenidade de Abertura
- Edson Santos, ministro da Igualdade Racial/SEPPIR
- Nilcea Freire, ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres/SPM
- Kim Bolduc, representante da Organização das Nações Unidas e do PNUD no Brasil
- Fátima Cleide, senadora ( PT- RO)
- Janete Pietá, deputada (PT- SP), representante da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial

Coordenação: Martvs das Chagas, subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas (SubAA) da SEPPIR

19h - Painel "As Ações Afirmativas e a construção do Empoderamento de Mulheres Negras", com Sueli Carneiro, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo e Diretora do GÉLEDES Instituto da Mulher Negra.


14/08 (sexta-feira)
Das 9h às 11h - Painel "Organização contemporânea das mulheres negras"
- Matilde Ribeiro, doutoranda em Serviço Social, ativista do movimento feminista e do movimento de mulheres negras, ex-ministra da SEPPIR
- Creusa Maria Oliveira, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos (FENATRAD) e integrante do Conselho Estadual da Mulher da Bahia
- Ana José Lopes, coordenadora do Fórum Nacional de Mulheres Negras
- Lucia Xavier , secretária executiva da Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras
- Aurina Oliveira Santana, reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia

Coordenação: Maria do Carmo Ferreira da Silva, coordenadora do Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial
Das 14h às 16h- Painel "Organização Partidária e Mecanismos de empoderamento"
- Maria Cristina de Almeida, vereadora de Macapá (AP) pelo PSB e secretária nacional do Movimento Negro do PSB
- Olívia Santana, vereadora de Salvador (BA) pelo PC do B, ativista do movimento feminista e do movimento negro
- Edialeda S. Nascimento, presidente da Secretaria Nacional do Movimento Negro do PDT
- Maria Rosalina Santos, vereadora de Queimada Nova (PI) pelo PT e integrante da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ)
- Íris Araújo, deputada federal (PMDB/GO) e presidente nacional do PMDB
- Maria Aparecida da Silva Abreu, secretária nacional de Combate ao Racismo do PT
- Benedita da Silva, secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro
Coordenação : Ivonete Carvalho, diretora de programas da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais (SubCom) da SEPPIR

15/08 (sábado)
Das 9h às 10h45 - Painel "Comunicação e Políticas de Promoção de Igualdade Racial"
- Jacira Silva, jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e representante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira DF)
- Maurício Pestana, publicitário e cartunista, presidente do Conselho Editorial da Revista RAÇA BRASIL
- Viviane Ferreira, graduada em Cinema Digital pela Escola Livre de Cinema e coordenadora de formação e produção do Grupo Mulheres de ODUN

Coordenação: Manuela Pinho, subsecretária da Planejamento da SEPPIR

Das 10h30 às 12h - Debate

Das 14h às 17h - Grupos de trabalho

Coordenação GT 1: Oraida Abreu, secretaria executiva do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade racial (CNPIR)

Coordenação GT 2 : Eloá Kátia, assessora técnica SubAA

Coordenação GT 3: Bárbara Oliveira Souza, gerente de projetos da SubCom

Das 17h30 às 19h30 - Plenária
Coordenação: Valéria de Oliveira, gerente da SubAA

Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Presidência da República
Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar - 70.054-906 - Brasília (DF)
Telefone: (61) 3411-3659

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Mulheres: Mudar estereótipos é o mais necessário

http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3355:mulheres-mudar-estereotipos-e-o-mais-necessario&catid=35:direitos-humanos&Itemid=170


Mulheres: Mudar estereótipos é o mais necessário
Sex, 31 de Julho de 2009 18:55
Por Henry Parr, da IPS


Nações Unidas, 31/07/2009 – Para exercerem seus direitos, é preciso mudar a imagem negativa das mulheres em algumas sociedades, disse à IPS Naela Gabr, presidente do Comitê para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher (Cedaw). Especialistas deste órgão vinculado à Organização das Nações Unidas avaliarão até 7 de agosto a situação dos direitos femininos em 11 países. O processo analisa o cumprimento dos compromissos contraídos pelos Estados no contexto da Convenção sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (1979) e sugere mecanismos para melhorar essa tarefa.


Os 11 países estudados este ano são Argentina, Azerbaijão, Butão, Dinamarca, Espanha, Guiné-Bissau, Japão, Laos, Libéria, Suíça, Timor Leste e Tuvalu.

A IPS conversou Gabr, de nacionalidade egípcia, sobre o processo e os desafios para a consagração da igualdade das mulheres.

IPS- Pode resumir o processo de avaliação que acontece desde 20 deste mês?

Naela Gabr - Avaliamos os aspectos legais: como um país organiza suas leis para que sejam coerentes com o texto e o espírito da Convenção. E avaliamos os aspectos práticos, de implementação, a operacionalidade: os serviços sociais básicos, a saúde, educação, emprego, situação das mulheres rurais, etc.

Outro fator importante é a análise dos estereótipos, pois são o ponto de partida. Se alguns países e algumas sociedades não mudam suas práticas tradicionais nocivas à imagem negativa que as mulheres têm dentro delas, a população feminina não poderá exercer seus direitos. Claro que as coisas estão evoluindo. A globalização introduziu uma causa muito importante (e mais nova): o tráfico humano, que se converteu em um de nossos principais pontos de análise.

IPS- A senhora enfatizou a discriminação contra as mulheres mais velhas e as consequências econômicas do divórcio. Por que agora surgem essas questões como parte do debate?

NG- Com os avanços da medicina, as mulheres conseguem viver mais em muitas sociedades. As mais velhas são mais vulneráveis porque dependem da pensão dos homens. Às vezes, ficam sem recursos financeiros quando enviúvam. Mulheres radicadas em áreas rurais de muitas regiões do mundo não podem herdar, nem de suas famílias de origem nem de seus maridos.


Claro que nas sociedades modernas as mulheres possuem mais oportunidades de trabalhar e ter empregos excelentes. Mas, às vezes optam por cuidar dos filhos, da família, ou da carreira do marido. A esposa de um diplomata, por exemplo, não pode desenvolver uma carreira se acompanhar o marido em suas transferências. Se algum dia o marido decidir abandoná-la, em que situação ficará?

IPS- O Comitê avalia países industriais, como a Suíça, e Timor Leste, ainda em desenvolvimento, com situações econômicas muito diferentes. Mas, há alguma região do mundo onde os direitos femininos não sejam um problema?

NG- Não, não creio. Toda sociedade tem seus problemas e particularidades. O que se constata é uma flutuação.

IPS- Por que acredita que um punhado de países ainda resista em ratificar a Convenção?

NG- Está claro que se deve a situações internas. Esses países precisam, antes de tudo, de um debate social interno. Quando há organizações não-governamentais, pode-se despertar a consciência da sociedade. Elas podem pressionar os países para que ratifiquem a Convenção.

IPS- A religião desestimula as autoridades dos países a ratificá-la?

NG- VEja os Estados Unidos (que assinou a Convenção mas não ratificou), ou o Irã e o Sudão (que nem mesmo assinaram). A Somália (que tampouco assinou) tem uma situação especial, porque ali ainda há dificuldades, mas o problema principal hoje é do Irã, dos Estados Unidos e do Sudão. Estudei a questão religiosa, inclusive em meu país, que é muçulmano. Vamos nos fixar nos 57 países da Organização das Nações Unidas da Conferência Islâmica. A maioria deles ratificou a Convenção, menos dois ou três. O mais recente, que o fez há pouco, é o Qatar. Alguns a ratificaram sem reservas, outros com muitas, e alguns com menos. Depende da interpretação do texto e da religião.

Mas, eu, como muçulmana, não vejo nenhuma contradição em um país islâmico aderir à Convenção. Pelo contrário, o Islã é muito vanguardista na matéria. O Islã habilita uma mulher manter seu próprio sobrenome e sua independência financeira, a trabalhar. O Islã não exige o uso do véu, mas uma vestimenta decente. Admite que as mulheres participem plenamente da sociedade, e que inclusive lutem em uma guerra.

IPS- A senhora considera que o Cedaw “é um dos organismos de controle de tratados de maior êxito”. Como medir isto, e a que o atribui?

NG- À adesão, naturalmente. Somos o número dois em matéria de direitos de meninos e meninas, de visibilidade da Convenção na sociedade, e em como os países respondem à nossa interação. A maioria deles vem a nós com muitos êxitos e atuam em conformidade com nossas recomendações. A partir disto posso detectar e avaliar o grau de progresso.

IPS- Então, a senhora acredita que os direitos femininos tiveram um avanço mundial considerável?

NG- Sim, naturalmente. Isso é inegável. Mas, ao mesmo tempo, no mundo moderno surgem dificuldades. Por exemplo, o uso e mau uso das mulheres na publicidade, como se fossem objeto, ou mediante a nudez. É degradante. Infelizmente, surgem novas formas de discriminação, mas no panorama mundial as coisas melhoram. E aqui estamos, detectando as novas dificuldades. IPS/Envolverde


(Envolverde/IPS)

 
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